ENQUANTO A TEMPESTADE NÃO VEM


DIÁRIO DO ROMANCE #4: 24 de janeiro de 2020. Sexta com cara de sábado, me confundi várias vezes durante o dia, o bairro estava diferente, recolhimento pela anunciada tempestade em BH. Desmarquei compromissos profissionais, seguindo as orientações da Defesa Civil, eram prometidos muitos milímetros d’água, que já tinham se antecipado desde ontem. Penso nos privilégios, estamos em casa seguros, não nos falta nada. Estamos bem, Gabriel, eu e Grória. Penso em quem não está, que está sofrendo pelas águas severas que se derramam pelos morros, montanhas e avenidas. Penso no que posso fazer para ajudar.

Dia também produtivo e de muita inspiração, três novos capítulos, o primeiro deles inédito, os outros reelaborados:

51. AS MÃOS DESERTAS 52. TEATRO CONTRA O ISOLAMENTO 53. UMA CADELA POR UM AMIGO

Da primeira à última versão o texto amadurece, encontra suas lacunas e seus excessos, lida com eles, refaz. Acho tão bom reescrever quanto escrever. Dizem que a Raquel de Queirós não podia entrar numa livraria e encontrar um livro seu na prateleira que logo tinha vontade de reescrever.

A tempestade se cumpriu, depois de ter concluído o trabalho, um pouco mais tarde que o previsto, e choveu muito. Assistimos ao ótimo filme “Greta” com Marco Nanini (do diretor cearense Armando Prata), na sequência uma garrafa de vinho, petiscos, massa para o jantar. A chuva estiou. Há pessoas precisando de ajuda. O que podemos fazer?

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